«As celebrations for Easter week get under way millions of the faithful will be heading to Churches across Europe to mark the crucifixion and resurrection of Christ. This Easter is particularly poignant as Catholic, Protestant and Orthodox Easters fall at the same time. As well as the religious aspects of Easter and the secular one of giving Easter eggs there are some slightly unusual celebrations in some EU countries. We spoke to some MEPs about what happens where they are.» Continue reading.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Prémio Portugal Telecom de Literatura Portuguesa
«A oitava edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura Portuguesa será disputada por 408 livros de quatro países lusófonos. “Caim”, de José Saramago, “Avenida Paulista”, de João Pereira Coutinho, “Boa noite, Sr. Soares”, de Mário Cláudio, “O meu nome é legião”, “ Que Cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?” de António Lobo Antunes e “Poemas do Brasil” de Maria Teresa Horta são algumas das obras portuguesas inscritas.
Entre os inscritos há 12 livros portugueses (sete romances, três de poesia, um de contos e um de crónicas), dois romances angolanos, um romance moçambicano e 393 obras brasileiras. Entre os portugueses contam-se ainda “Das estações entre portas”, de Joana Ruas e “O Sétimo Selo” de José Rodrigues dos Santos.» Ler no Público.
terça-feira, 30 de março de 2010
Trocas comerciais entre a China e os países lusófonos aumentaram
«As trocas comerciais entre a China e os países lusófonos aumentaram 99% até Fevereiro para 10 697 milhões de dólares (7,9 mil milhões de euros) face aos dois primeiros meses de 2009, indicam dados da alfândega chinesa.
As estatísticas divulgadas pelo Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau indicam que o gigante asiático comprou, em janeiro e fevereiro, aos oito Países de Língua Portuguesa produtos no valor de 7,04 mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros) contra vendas aos mesmos países de 3,65 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros), o que traduz aumentos de 131 por cento e 57 por cento, respetivamente.» Ler no i.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Português com mais alunos nas escolas dos EUA
«A língua portuguesa tem vindo a ganhar alunos nas escolas dos Estados Unidos, enquanto os cursos das associações das comunidades portuguesas perderam mais de metade da população estudantil que tinham há seis anos.
No ano letivo de 2003-2004, 11.479 alunos estudavam português nos Estados Unidos. Hoje, segundo dados das Coordenações de Ensino das costas leste e oeste, o número ascende a 12.400 alunos.
Paralelamente, nos cerca de 50 cursos de iniciativa das associações das comunidades portuguesas aprendem português cerca de 1.800 alunos, quando em 2004 este número chegava quase aos 4.000.» Fonte: Diário Digital.
Bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano na imprensa
Como foram as celebrações do primeiro centenário
«A respeitabilidade do historiador após a sua morte fez que a comemoração dos cem anos do nascimento fosse digna.
A comemoração do centenário do nascimento de Alexandre Herculano foi impressionante. No Diário de Notícias, tomou toda a primeira página desse dia [num formato que é o dobro do actual] e a terceira. Na página interior, estavam impressos poemas de louvor a Herculano, fotografias de descendentes e da residência onde se exilara em Vale de Lobo. Até a espingarda de caça (na foto) teve direito a figurar na reportagem. No dia 29, as comemorações ocuparam ainda metade da primeira página do jornal e a editora que publicava os livros e estudos de Herculano anunciava numa coluna de alto a baixo todos os títulos à disposição (à esquerda). Nos dias seguintes, manteve-se um noticiário constante.» Ler no Diário de Notícias.
Se fosse apresentador de TV Herculano seria muito lido
«Para Rui Ramos, o esquecimento do historiador mostra o fracasso do sistema educativo.
Há 200 anos, Alexandre Herculano nascia em Lisboa no Pátio do Gil. 133 anos após a sua morte, não há memória dessa particularidade da sua biografia no referido pátio e o que se encontra ao visitar-se o local é um tapume que cobre a visão de destruição dessa Lisboa antiga.
A poucos metros do taipal amarelado fica a casa onde vivia a fadista Amália, mas, apesar da proximidade, ninguém ali sabe onde é o tal Pátio do Gil. Na taberna ao lado do pátio desaparecido a resposta revela o mesmo desconhecimento do ex-vizinho ali nascido. Alexandre Herculano já não mora ali, nem "existiu" naquele sítio para esta geração de lisboetas que dele conhecem melhor as avenidas com o seu nome e, talvez, o facto de ter morrido distante, só e longe do poder que o venerava, na ribatejana Quinta de Vale de Lobo. Esse ignorar da dimensão nacional da personalidade do historiador também se verifica com as autoridades da cultura oficial, situação remediada à última hora com o anúncio da realização avulsa de cerimónias para assinalar a data do bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano.» Ler no Diário de Notícias.
Um domínio historiográfico de 130 anos
«É impressionante o facto de a História de Portugal de Herculano ter permanecido como uma obra que dominou o medievalismo português durante cerca de 130 anos. Este facto representa talvez mais o nosso atraso historiográfico do que o valor (inegável) da obra. É uma das manifestações mais claras da dificuldade com que se impôs entre nós a historiografia científica.
Com efeito, sem negar o talento de Herculano na reconstrução dos factos a partir dos indícios documentais devidamente seleccionados e criticados, tem de se reconhecer que muitas das suas concepções de base são contestáveis. Por exemplo, o igualitarismo social dos concelhos. De resto, confundindo a história social com a história institucional e ignorando o sentido feudal do exercício do poder, propõe interpretações inaceitáveis de alguns factos, das cartas de foral e de outros textos jurídicos. As suas ideias municipalistas, no entanto, permaneceram até perto da nossa época como justificação de concepções políticas em termos de descentralização do poder estatal. Na História da Inquisição dá largas a um anticlericalismo faccioso.» Ler no Diário de Notícias.
Alexandre Herculano: Homem sem fronteiras
«Alexandre Herculano era progressista e conservador, um católico contra o clero, político jornalista. No bicentenário do seu nascimento, redescobre-se um inovador, um revolucionário
Alexandre Herculano nasceu há dois séculos. Viveu 67 anos. O tempo suficiente para ser poeta, historiador, político, jornalista, agricultor, romancista, polemista, tradutor. O suficiente para ser um inovador do seu tempo. Para, hoje, data do seu aniversário, ser importante falar dele.» Ler no Jornal de Notícias.
Graça Moura: "Portugal não mudou assim tanto"
«Vasco Graça Moura afirma que problemas políticos do país são similares aos do século XIX
Há 32 anos, poucos meses após o centenário do falecimento de Alexandre Herculano - efeméride que, ao contrário da actual, mereceu um amplo apoio das entidades oficiais -, Vasco Graça Moura publicou um ensaio sobre a poesia do autor de A voz do profeta. Apesar desse estudo (e de ser leitor assíduo dos seus livros desde tenra idade), recusa o epíteto de "especialista" na obra de Herculano, que considera, a par de Garrett, das mais importantes de todo o século XIX português.» Ler no Jornal de Notícias.
Nem misturado com instruções da máquina de lavar roupa
«Estudo da obra de Alexandre Herculano está ausente dos currículos de Português, quer no Ensino Básico, quer no Secundário. Defensores do estudo dos autores canónicos da nossa língua lamentam que o texto literário surja à mistura com cartas, relatórios, actas e instruções de electrodomésticos. E acreditam que o imaginário medieval da obra de Herculano conquistaria os adolescentes.
Foi o iniciador do romance histórico em Portugal. O imaginário medieval presente nas suas obras, com personagens semelhantes às de filmes e séries televisivas que encantam a juventude, seria o condimento bastante para cativar os adolescentes ávidos de aventuras.
Contudo, 200 anos volvidos após o seu nascimento - que se comemora hoje -, Alexandre Herculano é um desconhecido para a grande maioria dos estudantes portugueses, inclusive, para os que concluem a área de Humanísticas no Ensino Secundário.
Vozes críticas dos currículos da disciplina de Português lamentam que o estudo da literatura tenha sucumbido à relevância dada à avalanche de textos informativos e pragmáticos e que o texto literário passasse a ser encarado como mero tipo de texto.» Ler no Jornal de Notícias.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano
Assinala-se no próximo domingo, dia 28 de Março, o bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano, um dos nomes fundamentais da literatura e da História do nosso país. Vale a pena conhecer a sua biografia.
Alexandre Herculano
[Lisboa, 1810 - Vale de Lobos/Santarém, 1877]
De seu nome completo Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, foi, ao lado de Almeida Garrett, o fundador do romantismo em Portugal. Poeta, romancista e historiador, introduziu entre nós o método da elaboração científica da história, que supera a tradição narrativa da crónica, que dominava até então.
Descendente de pedreiros e mestres de obras, era filho de um modesto funcionário da Fazenda, não tendo podido fazer estudos universitários, pois cedo foi obrigado a ganhar a vida. Seguiu o curso de Humanidades da Congregação do Oratório e estudou Paleografia ou Diplomática, como então se dizia, na Torre do Tombo, desde 1830 até Março de 1831, tendo aprendido por conta própria inglês e alemão.
A sua simpatia pelas ideias liberais torna-o suspeito ao regime miguelista, contra o qual conspira, e, para escapar à forca, emigra para Inglaterra (1831). Esteve em Plymouth, onde conheceu a penúria, e desloca-se depois para Rennes. Aí lia muito, servindo-se da biblioteca pública, tomava notas e meditava. Em 1832 segue para a ilha Terceira e daí vai incorporado na expedição dos 7500, comandada por D. Pedro, que desembarca no Mindelo. Bate-se valorosamente no cerco do Porto, dividindo o tempo entre a linha de fogo e os velhos arquivos da cidade.
Em 1833 entra para a Biblioteca Pública do Porto como segundo bibliotecário municipal. Dedica-se então intensamente ao estudo e colige e redige poesia, onde se reflectem as tensões da nova sociedade que nasce.
Após a vitória liberal na guerra civil de 1832-1834, dava-se uma cisão no bloco político que alcançara o poder. A nova aristocracia política pretendia que os bens nacionais revertessem em proveito próprio e no das suas clientelas; a pequena burguesia, afastada desses interesses económicos, desejava a continuação do movimento revolucionário segundo a linha do vintismo. A Revolução de Setembro (1836) dava à segunda facção o triunfo sobre a primeira. Herculano, que havia jurado a Carta Constitucional, demite-se e abala para Lisboa.
Os seus livros de poemas, A Voz do Profeta (1836) e A Harpa do Crente (1838), impregnados de biblismo, combatem simultaneamente o absolutismo e o democratismo setembrista e tentam esboçar uma doutrina que servisse o cartismo, movimento heterogéneo e sem uma ideologia definida.
Em Lisboa dedica-se ao jornalismo, dirigindo a revista O Panorama (1836-1843). Em 1839 é nomeado bibliotecário-mor das Bibliotecas da Ajuda e das Necessidades por D. Fernando II, marido de D. Maria II. Herculano tem então os meios necessários, à tranquilidade e à segurança económica que lhe permitem consagrar-se à investigação histórica. Dispõe de uma vasta documentação e vive muito perto das fontes que utiliza.
Em 1842 publica as suas «Cartas sobre a História de Portugal» na Revista Universal Lisbonense, dirigida por António Feliciano de Castilho. Nelas expõe a orientação que deverá presidir à elaboração de uma História de Portugal. Herculano preconiza que se abandone o anacronismo e se opte pelo conteúdo local do documento. Propõe a abolição das dinastias como vector cronológico e a sua substituição pelos grandes períodos, quais são a Idade Média e o Renascimento. Advoga numa carta dirigida a Oliveira Martins, o estudo da sociedade, dos costumes, das instituições e das ideias como o único processo válido, capaz de captar a realidade viva do passado. Para ele a acção dos indivíduos insere-se no tecido social, e é neste e a partir deste que se define a história política do «grande indivíduo moral chamado povo ou nação».
O seu objectivo era, portanto, fazer a história do povo, seguindo na esteira do que havia feito Thierry na França. O povo como entidade era constituído para Herculano pelos cidadãos activos: aqueles que possuem a riqueza e a ilustração.
No entanto, e embora esses fossem os seus objectivos, dá-se conta de que tinha todos os materiais necessários para a história política. E é esta que ele escreverá. A empresa começa, assim, sem um plano muito definido, devendo a sua preparação datar de 1840, ou 1842 a 1846, pouco mais de quatro a seis anos.
É durante este período que Herculano dá ainda a lume os seus romances históricos: Eurico, o Presbítero (1844) e O Monge de Cister ou a Época de D. João I(1848), constituindo um díptico que enfaixou sob a designação de O Monasticon. Aí explora com subtileza e calor poético o conflito entre o amor e as exigências dos votos religiosos. Em O Pároco de Aldeia, igualmente saído em 1844 (n' O Panorama), traça o autor um quadro idílico da vida rural, conferindo à figura idealizada do padre o papel que ele desejava para o clero na obra de reconstrução da sociedade liberal.
A edição de outro romance histórico, O Bobo (1128), incluído primeiro na mesma revista (1843), é de 1878, já póstuma, as Poesias têm a data de 1850, e as Lendas e Narrativas, 2 vols., saíram em 1851.
Em 1846 publica o primeiro volume da sua História de Portugal – projecto que realizara num período relativamente breve de sete anos, pois o conclui em 1853. A sua História compreende o período que vai desde o começo da monarquia até ao fim do reinado de Afonso III, quando os municípios obtêm do rei a representação às Cortes. Nela desmitifica mitos patrioteiros, excluindo da sua óptica de historiador qualquer episódio do maravilhoso pagão, cristão ou popular, sem exame crítico. Ao contestar a validade histórica do milagre de Ourique, Herculano suscitou involuntariamente o ódio do clero. Atacado do púlpito, o historiador viu-se obrigado a defender a sua posição em peças que ficaram célebres pelo rigor lógico da argumentação, pelo seu saber e pelo vigor polémico (Eu e o Clero, Solemnia Verba, 1850).
Como a campanha contra ele não abrandasse, Herculano, apenas terminou a História de Portugal, volta à liça, um ano depois, com o primeiro volume da História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal (1854-1859). Obra polémica, ela interrompeu o projecto da continuação da História de Portugal, que conheceu quatro edições em vida do autor.
Apesar dos dissabores sofridos e da agitação política em que se viu envolvido, Herculano exprime por mais de uma vez o desejo de prosseguir o seu generoso projecto inicial. O historiador não era, porém, um erudito que desdenhasse a acção política. Opondo-se vigorosamente ao governo de Costa Cabral, fundou O País (1851) e O Português (1853) – periódicos destinados a criar uma corrente de opinião pública favorável às reformas que ele reputava de essenciais. De 1840 a 1841 fora deputado e o seu interesse pela coisa pública, ao longo da vida, reteve-o sempre na linha de intervenção.
Mas as polémicas em que tomou parte por causa da sua História de Portugal, as pressões ideológicas de todo o género, que sofreu e se exerceram até junto do rei, abalaram-lhe o ânimo e desiludiram-no. Por outro lado, depara-se com limitações materiais graves no domínio da investigação. Dispunha de uma base sólida para a história política até 1279. Todavia, a documentação para o reinado de D. Dinis é muito abundante e variada, tornando-se muito mais difícil de analisar e de sintetizar. Com D. Afonso III concluía-se o processo da constituição do direito municipal e Herculano poderia argumentar que o que mais lhe interessava estava feito. Faltava, no entanto, no seu projecto, tal como o havia enunciado, o estudo das mentalidades, que só abordará pelo viés da ficção, nos seus romances. Ciente, embora, dos obstáculos, a ideia de prosseguir a obra iniciada não o abandona. Sente-se encorajado pelo interesse que ao projecto dedica D. Pedro V. A História de Portugal fora também escrita por Herculano como guia de exemplo cívico e moral, no género do regimento ou espelho medievais, que pudesse servir ao jovem príncipe na sua futura governança do reino.
Após vinte anos de labor (1839-1859), A. Herculano deixa o seu cargo de bibliotecário da Ajuda e, com os direitos de autor pagos pela sua editora, compra a quinta de Vale de Lobos, na Azóia, a seis quilómetros de Santarém (1859). O historiador torna-se lavrador, empenhado na aplicação de novas técnicas agrícolas, chegando a ser premiado num concurso internacional pela qualidade do seu azeite. Casa-se (1-5-1867) aos 57 anos, com D. Mariana Hermínia Meira, de quem se enamorara aos 26 anos, e que acatara o sacrifício, que ele lhe pedira, na demora do noivado, para poder realizar a sua obra. As novas ocupações, a morte de D. Pedro V, vitimado pela peste (1861), as desilusões acumuladas, minam a vontade de Herculano, que, nas horas consagradas ao trabalho intelectual, adia a continuação da sua História de Portugal e vai ordenando e revendo os seus estudos dispersos. À notícia da pneumonia que de súbito o acometeu, acorreram os amigos fiéis a Vale de Lobos, onde se extinguiu, com pouco mais de 67 anos, o escritor cuja vida ficou como um exemplo de grandeza cívica e intelectual.
A maior influência de Herculano na cultura portuguesa é como historiador. Organizou colecções documentais, Portugaliae Monumenta Historica (1856 1873), indispensáveis ao estudo da nossa história. A sua História de Portugal ocupa ainda hoje um lugar primacial como síntese da história política e das instituições nos séculos XII e XIII. Nela se reconhecem hoje lacunas graves, em especial no tocante à história cultural, à história demográfica e à problemática económica. Não se aceita que a Nação tenha sido construída progressivamente a partir da decisão mais ou menos arbitrária de um chefe de Estado. E a tese, que tão vigorosamente defendeu, da não existência do feudalismo em Portugal é considerada pelos medievalistas contemporâneos altamente controversa.
Dos estudos dispersos, que Herculano ia reunindo, alguns saíram ainda em vida dele, mas a colecção completa foi publicada postumamente pelos editores legatários: Opúsculos (10 vols., 1873-1908). Uma nova edição crítica, organizada por Jorge Custódio e José Manuel Garcia, foi publicada pela Presença (vols. I a V, 1982-1986). A Bertrand teve a mesma obra em curso de publicação. Sobre a figura e a obra do escritor, são indispensáveis os estudos de Vitorino Nemésio: A Mocidade de Herculano e os prefácios aos volumes das suas Obras Completas.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. II, Lisboa, 1990
Fundo da Língua Portuguesa criado em 2008 para apoiar a difusão do português no mundo está esgotado
«O Fundo da Língua Portuguesa, criado em 2008 para apoiar a difusão do português no mundo, está esgotado e terá de ser reforçado a partir do próximo ano, disse à Lusa o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.
"Este ano temos uma estimativa de usar 11 milhões de euros em vários projetos, como em Timor-leste e na Guiné-Bissau. Os primeiros 30 milhões já estão comprometidos em vários projetos", afirmou o secretário de Estado João Gomes Cravinho em Nova Iorque, que participará em parte dos trabalhos da conferência internacional sobre o futuro da língua portuguesa, em Brasília, entre 25 e 31 de março.
Timor-Leste e Guiné-Bissau "são países onde a língua portuguesa é um instrumento essencial para o desenvolvimento. Essa ligação entre língua e desenvolvimento é uma das premissas do fundo", afirmou.» Fonte: Expresso.
Reconhecimento do português como língua oficial da ONU
«O reconhecimento do Português como língua oficial de trabalho das Nações Unidas é um projecto antigo e consensual entre os países lusófonos, mas que tarda em realizar-se devido ao custo associado e algumas reticências dentro da própria organização.
João Gomes Cravinho, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, afirma que a comunidade lusófona está a “conseguir impor ideia de que o Português é global e merece ser considerado língua de trabalho”; a adopção pode acontecer “na primeira metade da década que agora começa”, acredita.
“É um processo que não está de todo parado, mas é lento, não se impõe de um dia para o outro”, disse à Lusa João Gomes Cravinho, que assistirá a parte dos trabalhos da conferência internacional sobre o futuro da língua portuguesa, em Brasília, entre 25 e 31 de Março.
A lentidão, deve-se “a alguma reticência a novas línguas”, da parte dos países membros da ONU, além do “muito significativo” investimento necessário - 30 a 40 milhões de euros iniciais, a que acrescem despesas anuais de manutenção.
Dadas as actuais limitações financeiras da ONU, o esforço financeiro tem de ser suportado pelos próprios estados, de acordo com várias fontes ouvidas pela Lusa.» Ler no Público.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Ensinar português na China
«O ensino do português na China, confinado até há pouco tempo a três universidades - em Pequim, Xangai e Cantão - está hoje implantado em nove cidades, correspondendo ao aumento das relações com os países lusófonos, sobretudo Angola e Brasil.
Não contando com os alunos que frequentam cursos privados, «que também há muitos», haverá em Pequim cerca de duzentos estudantes de português, em cinco universidades diferentes, estima um professor da Beiwai.
A Beiwai (Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim) tem a mais antiga licenciatura de português do país: Até há cinco anos, fazia parte da Faculdade de Espanhol da universidade, mas hoje integra a «Faculdade de Espanhol e Português».» Ler no Diário Digital.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Casamento entre cultura e economia
«As actividades culturais e criativas devem ser incorporadas nas económicas, defende o antigo ministro da Economia Augusto Mateus, autor de um estudo sobre quanto vale o sector cultural.
Os números que indicam que o sector cultural e criativo representa 2,8 por cento da riqueza gerada em Portugal (3,691 milhões de euros) e dá emprego a 127 mil pessoas podem servir de base a uma profunda mudança da política cultural, defende o antigo ministro da Economia Augusto Mateus. "Se não se usar o casamento entre a cultura e a economia não conseguiremos que a sociedade portuguesa cresça", declarou Augusto Mateus ao PÚBLICO. "É preciso incorporar no valor dos produtos económicos o valor da cultura".» Ler no Público.
terça-feira, 23 de março de 2010
Língua: Departamento de português da Comissão Europeia pronto para o Acordo Ortográfico
«O Departamento de Língua Portuguesa da Comissão Europeia, em Bruxelas, está pronto para começar a traduzir ao abrigo do novo Acordo Ortográfico todos os textos que produz diariamente, assim que as autoridades portuguesas tomem essa decisão.
"Neste aspeto somos completamente dependentes, tributários, das decisões do Governo português. Se o Governo português decidir começar a publicar, a partir de determinada data no Diário da República, aplicando o novo Acordo Ortográfico nós seguiremos imediatamente e estamos preparados para isso", assegurou à Agência Lusa o chefe do Departamento de Língua Portuguesa da Direção Geral de Tradução do executivo comunitário.» Ler no Expresso.
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UE: português ainda resiste, mas o inglês ganha terreno
«O português é uma das 23 línguas oficiais das instituições da União Europeia e é utilizada diariamente em dezenas de reuniões, através de um sistema sofisticado de tradução e interpretação simultânea, numa instituição em que o inglês está a ganhar terreno.
«O português e as restantes 22 línguas oficiais [da UE] têm todas a mesma importância», explicou à Agência Lusa o porta-voz da Comissão Europeia para a Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude.
Dennis Abbot sublinhou que «é fundamental esta ideia de respeito de todas as línguas oficiais» que as instituições europeias promovem.
Os textos traduzidos para português pelos tradutores das várias instituições europeias são lidos por um grande número de pessoas não só na Europa mas também em todo o mundo.
Há textos que têm um carácter jurídico vinculativo, como aqueles que são publicados no Jornal Oficial da União Europeia, e outros documentos relacionados com as múltiplas actividades das instituições, nele se incluindo obras de divulgação destinadas ao público em geral.» Ler mais.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
País de poetas que não lê poesia
«As vendas aumentam, mas editores e livreiros queixam-se de que o género é o que se vende menos.
Fernando Pessoa, Herberto Hélder e Manuel Alegre são os poetas que mais livros vendem em Portugal. No país dos poetas, há cada vez menos editoras a apostar na edição de poesia. Aquelas que o fazem dizem que as vendas estão a crescer. Já os livreiros apontam na direcção contrária e afirmam que a poesia se vende pouco. Apesar disto, as caixas de correio das editoras não cessam de se encher com manuscritos de aspirantes a poetas.» Ler no Diário de Notícias.
sexta-feira, 12 de março de 2010
A Importância da Tradução
Durante um encontro entre Hillary Clinton e o seu homólogo russo Sergei Lavrov, a chefe da diplomacia norte-americana ofereceu a Lavrov uma pequena caixa com um botão vermelho com a palavra reset “reiniciar”, inscrita em inglês e em russo, simbolizando a vontade de melhorar a relação entre os dois países. No entanto, em russo a palavra inscrita no comando deveria ser perezagruzka em vez de peregruzka que significa “sobrecarga”.
Esta situação demonstra a importância das traduções serem revistas por um outro tradutor, para além do que realizou a tradução. Lembre-se de que se adquirir os serviços de um tradutor freelance terá sempre de rever a tradução, ou existirá a possibilidade de esta poder causar muitas gargalhadas, como na situação acima referida, ou então muitas lágrimas... Quando pensar em tradução recorde-se de que é sempre a imagem da sua empresa que está em causa. Que imagem pretende transmitir?
segunda-feira, 8 de março de 2010
YouTube com legendas para os surdos
«O YouTube está a colocar legendas automáticas em milhões de vídeos, tornando-os acessíveis aos surdos e às pessoas com pouca audição.» Ler no Público.
Relações entre cinema e literatura no Famafest
«O Famafest - Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão começa já na próxima sexta-feira e prolonga-se até dia 21 . Este ano o certame vai homenagear Raul Solnado e Rosa Lobato de Faria.
Helena da Rocha Pereira recebe Prémio Vida Literária
«A escritora Helena da Rocha Pereira foi distinguida com o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores, foi hoje anunciado.» Ler no Público.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Bom fim-de-semana... com poesia!
As Palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparados, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
creis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
as recolhe, assim,
creis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
quinta-feira, 4 de março de 2010
Como será trabalhar como intérprete no Parlamento Europeu?
Neste vídeo (em inglês) pode ver como é ser intérprete no Parlamento Europeu e saber as diferentes opiniões dos intérpretes sobre o seu trabalho.
O meu português, o seu brasileiro: a minha língua é igual à sua?
Hoje às 18h30, no âmbito de Ler no Chiado, realiza-se mais um encontro na Livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa. O tema será "O meu português, o seu brasileiro: a minha língua é igual à sua?" e contará com a presença de Zuenir Ventura e Valter Hugo Mãe. O debate será moderado por Anabela Mota Ribeiro. A entrada é livre.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Biografia: Luísa Dacosta
Luísa Dacosta [Vila Real, 1927]
Radicada há muitos anos no Porto, é licenciada em Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa e tem dedicado grande parte da vida ao ensino da Língua Portuguesa e da História e Geografia de Portugal no ciclo preparatório. Nesse contacto com os alunos, como gosta de dizer, «alguma coisa aprendeu com eles: o ter ficado do lado do sonho» e ter assim escrito alguns belos livros para crianças. Dedicou também muita atenção ao ensaísmo e crítica literária, mas o essencial da sua obra demarca-se por características profundas de saber entender o universo pequeno-burguês da vida de província, talvez pelo estreito contacto com as mulheres poveiras de A-Ver-o-Mar, tão marcadamente presentes e evocadas nos seus contos e crónicas.
Muito próxima de um intimismo psicológico e literário que nos lembra, sobretudo, António Nobre, Raul Brandão ou Irene Lisboa, a sua obra, bastante singular no desvendar de certos «mundos provincianos», ergue-se como uma «radiografia» social e humana das gentes nortenhas de entre o Porto e Póvoa de Varzim. Está representada em antologias como Daqui Houve Nome Portugal, 1969; Portugal: A Terra e o Homem, 2º. vol./3ª. série, 1981; De Que São Feitos os Sonhos, 1985. Tem colaboração na revista Colóquio, na Gazeta Musical e de Todas as Artes e no JL: Jornal de Letras Artes e Ideias.
Muito próxima de um intimismo psicológico e literário que nos lembra, sobretudo, António Nobre, Raul Brandão ou Irene Lisboa, a sua obra, bastante singular no desvendar de certos «mundos provincianos», ergue-se como uma «radiografia» social e humana das gentes nortenhas de entre o Porto e Póvoa de Varzim. Está representada em antologias como Daqui Houve Nome Portugal, 1969; Portugal: A Terra e o Homem, 2º. vol./3ª. série, 1981; De Que São Feitos os Sonhos, 1985. Tem colaboração na revista Colóquio, na Gazeta Musical e de Todas as Artes e no JL: Jornal de Letras Artes e Ideias.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998
Luísa Dacosta recebe Prémio Vergílio Ferreira
«A Universidade de Évora decidiu distinguir, na 14ª edição do Prémio Vergílio Ferreira, a escritora Luísa Dacosta. A decisão, tomada por unanimidade, é explicada pelo presidente do júri, José Alberto Machado como sendo "uma grande autora que se notabilizou na literatura infantil, mas também ao nível das crónicas e das auto-biografias".» Ler no Público.
Eça de Queirós surge em forma epistolar
«A edição de "Cartas públicas", de Eça de Queirós, constituída por textos a que "o escritor atribuiu forma epistolar" e "maioritariamente destinados à Imprensa", foi apresentada em Coimbra. Surge integrada na "Edição crítica das obras de Eça de Queirós".
Estas "Cartas públicas" têm "o peculiar timbre que lhes foi incutido" por um escritor que protagonizou, em jornais e revistas, "ao longo de toda a sua vida literária, em Portugal e no estrangeiro", uma vasta intervenção, aos mais diversos níveis.
Além do mais, Eça "foi um cidadão do Mundo, profundamente interessado na vida pública, nos costumes e nas ideias que atravessam o seu tempo", sublinhou Carlos Reis, coordenador da "Edição crítica das obras de Eça de Queirós".» Ler no Jornal do Notícias.
Europeana - um lugar de inspiração e ideias
A biblioteca europeia digital Europeana liga-o a 6 milhões de itens digitais como livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE.
terça-feira, 2 de março de 2010
Moçambique: Língua portuguesa conquista jovens urbanos
«Moçambique terá a partir de Agosto o primeiro curso de Mestrado internacional em tradução e interpretação de conferência em português, reflexo da «evolução positiva» da língua que tem conquistado maior número de falantes jovens nas áreas urbanas.» Ler no Diário Digital.
China impede viagem de escritor dissidente
«O escritor e músico dissidente Liao Yiwu foi detido pela polícia quando se preparava para viajar para a Alemanha, como autor convidado da Feira do Livro de Colónia.
De acordo com a organização não governamental (ONG) Human Rights in China (HRIC), as autoridades detiveram o escritor na segunda-feira, no aeroporto de Chengdu (na capital de Sichuan), quando se preparava para viajar para Pequim, de onde seguiria depois para a Alemanha.
Entre 10 e 20 de Março, a Feira do Livro de Colónia vai organizar conferências, leituras e debates com a participação de escritores de todo o mundo.
Depois da detenção, o escritor foi interrogado durante várias horas e, ao ser libertado, foi-lhe dito que não poderia abandonar a residência "durante este período".» Ler no Jornal de Notícias.
Sector cultural e criativo produziu em 2006 2,8 por cento da riqueza gerada em Portugal
«O "sector cultural e criativo" foi responsável, em 2006, por 2,8 de toda a riqueza criada em Portugal e, nesse mesmo ano, empregou 127 mil pessoas, cerca de 2,6 por cento do total nacional. Estes são os resultados mais surpreendentes do estudo que o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior encomendou à empresa do ex-ministro da Economia Augusto Mateus.» Ler no Público.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Festival Pontes para Istambul
Começa hoje e decorre até 1 de Abril de 2010, no Centro Cultural de Belém, o festival "Pontes para Istambul" pensado para coincidir com o ano em que esta cidade é Capital Europeia da Cultura. Consulte aqui o calendário do festival.
Cidadãos lançam iniciativa contra acordo ortográfico no Facebook
«A ideia foi lançada uma noite, através do Twitter, "em menos de 140 caracteres", conta João Pedro Graça, 50 anos, tradutor. "Irritado" com a ausência de iniciativas concretas contra o acordo ortográfico, este antigo professor lançou para a rede um desafio: a criação de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) para apresentar à Assembleia da República uma proposta de revogação ou suspensão do acordo.» Ler no Público.
Correntes d"Escritas: Todos ficaram acorrentados
«Alto e pára o baile. "Mas isto aqui é os académicos a falar para os analfabetos, é?" quase grita agarrado ao microfone o senhor que se levantou da plateia. É uma das presenças constantes nas Correntes d"Escritas, cuja 11.ª edição decorreu durante quatro dias no auditório da Póvoa de Varzim. Aparece em todas as sessões e em todas pede para falar. O moderador da conferência, que já sabe o que a casa gasta, tentava pedir-lhe que fizesse uma pergunta concreta. Não conseguiu.» Ler no Público.
À conversa com Alice Vieira
Alice Vieira visita hoje a Biblioteca Municipal de Ílhavo para uma conversa à volta dos seus livros e dos 30 anos de carreira literária. Uma vida inteira dedicada aos livros e ao universo mágico da língua e da imaginação…! A entrada é livre. Saiba mais aqui.
Todos os poemas das nossas vidas
«É um volume que impressiona a diversos títulos, a começar pela imponência da edição. São quase 2500 páginas, 267 autores e 800 anos representados numa das maiores antologias de poesia portuguesa jamais feita.
Da consulta pormenorizada do livro, fica uma certeza: este é um projecto que não se esgota no imediato, contrariando a actual rotação acelerada das novidades nos escaparates das livrarias.
Por isso, para lá de todo o rigor colocado na sua elaboração, o valor didáctico é a característica mais marcante de "Poemas portugueses - poemas portugueses do século XIII ao século XXI".» Ler no Jornal de Notícias.
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra reúne tesouros em livro
«São 144 páginas, muitas ilustradas, nas quais se pode ficar a conhecer algumas preciosidades guardadas na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (UC), que inclui a emblemática Biblioteca Joanina. Manuscritos do século XIII, edições quinhentistas, originais dos desenhos de arquitectura da reforma pombalina, bíblias raras são parte do livro Tesouros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, coordenado pelo director adjunto do espaço, Maia do Amaral.» Ler no Público.
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